NUTRIR NA ESCOLA

Sou terapeuta da fala, aparentemente, a minha profissão nada tem a ver com este campo específico a que me refiro.. Mas não é bem assim! Sou uma profissional de saúde e neste âmbito preocupa-me a comunidade com que trabalho diariamente e com todas as consequências que provêm do consumo de uma alimentação rica em açúcares e gorduras saturadas e que influenciam o desempenho emocional, profissional e intelectual não só dos alunos com necessidades educativas especiais mas de toda a comunidade escolar.

Todos os dias sou confrontada com crianças diagnosticadas com: Défice de atenção e/ou hiperatividade, medicadas com ritalina ou outras substâncias ditas para aumentar os tempos de concentração ou reduzir comportamentos impulsivos..; Perturbações do espetro do autismo; entre outras patologias. Adultos ansiosos, depressivos medicados com zoloft.. Um quadro alarmante e, pelo que tenho visto, muito comum nos dias de hoje. Em paralelo com a toma destas substâncias verifico nas lancheiras, carteiras e BARES de escola, alimentos muito processados, ricos em açúcar e à mão de qualquer um de nós. Não será a Escola um elemento fulcral para que se consiga mudar mentalidades e alertar a população escolar para os malefícios do consumo destes alimentos? Ok.. tudo começa em casa… E controlar as escolhas das pessoas torna-se uma missão muito difícil ou mesmo impossível mesmo com a quantidade de informação que existe disponível atualmente (existe informação sim! mas será que toda a gente consegue reter e apurar o que é essencial?!). Não será a Escola um dos primeiros locais a dar o exemplo a estas crianças e à comunidade escolar? Já entraram no refeitório ou bar e olharam com “olhos de ver”? Salgados, quiches, bolos com creme, chocolates, gelados, sumos de pacote, sopas cheias de conservantes, entre muitas outras coisas é o que se encontra! Estamos a contribuir para uma boa qualidade de vida da comunidade escolar? Não.

Estudos recentes indicam-nos que o açúcar é uma droga e que promove não só o desenvolvimento de células cancerígenas mas também estados de ansiedade que baixam os níveis de serotonina no cérebro e que influenciam negativamente o nosso desempenho nas atividades diárias. É assustador, as crianças são alimentadas com açúcar, produtos refinados e altamente processados (que por sua vez, se transformam em açúcar) e que desregulam o organismo e a sua energia. Os picos de glicémia devido ao excesso de açúcar, a irritação e o descontrolo da falta do mesmo, alternam-se. Para as crianças e até mesmo para nós adultos, o açúcar, funciona como uma droga no cérebro altamente aditiva. A medicina convencional/ocidental resolve esta questão com calmantes ao invés de ir à raiz do problema: prática de uma alimentação saudável, exercício, correr e brincar na rua. É verdade, as crianças comem mal, em excesso e passam a maior parte do tempo sentadas e sem qualquer estímulo. Já não se vêem as meninas no ballet nem os meninos no futebol; as avós com frutas e bolachinhas caseiras à espera de receberem os seus netos nos braços. A tradição perdeu-se.

Já agora vejam este video aqui: “Are you overdosing your kids on sugar?” Comentários? Traduz ou não a sociedade atual?

Na passada quinta-feira organizei em conjunto com a Dra. Tânia Furtado, nutricionista no Hospital dos Lusíadas em Lisboa, uma mini-palestra sobre rótulos dos alimentos, trocas inteligentes, partilha de algumas receitas e uma degustação das mesmas com o apoio da MARIA GRANEL e BOMPÃO.

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Na última parte e mais interessante para todos os convidados: A DEGUSTAÇÃO. Na nossa mesa tivemos a sorte de ter produtos e receitas com ingredientes com certificação biológica cedidos pela MARIA GRANEL ( mel de urze, açúcar de coco, farinha de amêndoa, farinha de arroz, cacau, entre outros) e BOMPÂO integral:

  • Delícia de chocolate e amêndoas (receita aqui)
  • BOMPÃO recheado com creme de cacau e avelãs sem açúcar ( receita aqui)
  • Tostas de arroz com mel de urze MARIA GRANEL
  • copos de iogurte com MUESLI biológico e mel de urze
  • Fruta desidratada

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Por último foi sorteado um CABAZ MARIA GRANEL e dois pães BOMPÃO que foram recebidos, com grande satisfação, por uma professora da escola.

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Na minha opinião e já com o feedback de algumas pessoas que tiveram a assistir correu muito bem e penso que consguimos passar a mensagem pretendida: os míudos em choque, pais mais conscientes e professores mais atentos. Foram 60 minutos bem passados e fiquei bastante contente  e espero, sinceramente, ter conseguido contribuir para algumas mudanças de estilo de vida tanto na escola como em casa. MAS não quero ficar por aqui.. Espero conseguir apoios para que este meu projeto “ande para a frente”!

Muito obrigada a todos aqueles que acreditam neste projeto! 

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